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O que quase ninguém verifica antes de fechar seguro predial

Contratar um seguro predial costuma ser visto como uma etapa simples: escolher a seguradora, definir o valor da cobertura e assinar o contrato. Mas a verdade é que muitos detalhes importantes passam despercebidos — e é justamente neles que mora o risco.

Para síndicos, administradoras e empresas, um seguro predial mal estruturado pode significar prejuízos financeiros, conflitos jurídicos e dor de cabeça em momentos críticos. Antes de fechar contrato, é fundamental olhar além do preço e entender exatamente o que está sendo contratado.

A seguir, mostramos os pontos que quase ninguém verifica — mas deveria.

Coberturas reais incluídas na apólice

Muitas pessoas acreditam que o seguro predial cobre “qualquer problema estrutural”. Na prática, não é bem assim.

É essencial verificar:

  • Se a cobertura básica inclui incêndio, explosão e queda de raio
  • Se há proteção contra danos elétricos
  • Se eventos naturais como vendaval, granizo e enchentes estão contemplados
  • Se há cobertura para responsabilidade civil do condomínio

Algumas coberturas são opcionais e precisam ser contratadas à parte. Não conferir esse detalhe pode gerar frustração no momento do sinistro.

Valor de reconstrução e não apenas valor de mercado

Um erro comum é calcular o seguro com base no valor de mercado do imóvel. O correto é considerar o valor de reconstrução.

O seguro predial deve cobrir o custo para reconstruir a edificação em caso de perda total — incluindo materiais, mão de obra e regularizações técnicas. Se o valor estiver abaixo do necessário, a indenização pode ser proporcionalmente reduzida.

Franquias e limites de indenização

Nem todo mundo analisa com atenção a franquia estipulada na apólice.

Verifique:

  • O valor da franquia por tipo de cobertura
  • Se há franquias diferentes para cada evento
  • O limite máximo de indenização por ocorrência

Às vezes, o valor economizado no prêmio anual é compensado por uma franquia alta demais, que inviabiliza o acionamento do seguro em situações recorrentes.

Exclusões contratuais que podem surpreender

As exclusões são cláusulas que determinam o que o seguro não cobre — e é aqui que muitos gestores são pegos de surpresa.

Alguns exemplos comuns de exclusões:

  • Problemas decorrentes de falta de manutenção
  • Infiltrações graduais
  • Danos estruturais antigos
  • Equipamentos fora das normas técnicas

Ler essa parte do contrato com atenção é tão importante quanto analisar as coberturas.

Atualização da apólice ao longo do tempo

O prédio passa por reformas? Instala novos equipamentos? Moderniza elevadores? Amplia áreas comuns?

Sempre que houver mudanças estruturais ou patrimoniais relevantes, a apólice deve ser revisada. Caso contrário, o seguro pode ficar desatualizado e insuficiente.

Manter a apólice alinhada à realidade do imóvel é uma medida preventiva essencial.

Responsabilidade civil do síndico e da administração

Outro ponto frequentemente negligenciado é a cobertura de responsabilidade civil.

Ela protege contra danos causados a terceiros por falhas na gestão ou problemas estruturais do prédio. Em condomínios e prédios comerciais, esse tipo de proteção é indispensável para evitar processos judiciais e prejuízos elevados.

Assistências e serviços agregados

Além da cobertura financeira, muitos seguros oferecem serviços adicionais que fazem diferença no dia a dia:

  • Assistência 24 horas
  • Serviços emergenciais hidráulicos e elétricos
  • Chaveiro
  • Suporte técnico especializado

Esses benefícios agregam valor e podem reduzir custos operacionais no longo prazo.

Escolher pelo preço pode sair caro

Optar pela proposta mais barata sem avaliar critérios técnicos pode gerar riscos significativos.

Mais do que economia imediata, o seguro predial deve oferecer:

  • Segurança patrimonial
  • Proteção jurídica
  • Tranquilidade para moradores e gestores
  • Continuidade das operações

Uma análise consultiva faz toda a diferença na escolha da apólice ideal.

 

Fechar um seguro predial vai muito além de comparar valores. Detalhes como franquias, exclusões, valor de reconstrução e responsabilidade civil podem determinar se a proteção será realmente eficaz quando mais se precisar dela.

Empresas, condomínios e administradores que analisam cuidadosamente cada cláusula evitam surpresas desagradáveis e garantem segurança patrimonial sólida.

Antes de assinar o contrato, revise cada ponto com atenção e conte com especialistas que ofereçam orientação transparente. Afinal, proteger um patrimônio exige mais do que um contrato — exige estratégia, conhecimento e responsabilidade.

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